quinta-feira, 25 de junho de 2015

Corantes Alimentares no uso infantil


Os corantes alimentares são considerados os aditivos mais genotoxicos existentes, principalmente os pertencentes ao grupo “Azo”, um derivado nitroso capaz de ocasionar reações de hipersensibilidade (alergias) e tem sido foco de estudos por produzir compostos com alto potencial cancerígeno. Os corantes mais usados e que fazem parte desse grupo são a tartrazina, amarelo crepúsculo, vermelho ponceau R4, amaranto, azorrubina e vermelho 40, encontrados em alimentos como sucos artificiais, sorvetes, balas, gelatinas, iogurtes, refrigerantes e outros produtos coloridos artificialmente.
A ingestão desses produtos acima do recomendado pela ANVISA (VEJA NA IMAGEM) pode desencadear grandes riscos, principalmente em crianças.

Entre os corantes “azo”, a tartrazina tem o maior respaldo sendo relacionada com o surgimento de diversas reações de hipersensibilidade como urticária, asma, náusea, anafilaxia, vômitos, dermatite, dor de cabeça, eczema, angioedema, bronquite e rinite. Em doses muito elevadas induz à lesão no DNA possibilitando o surgimento de câncer em longo prazo. Além da tartrazina, os corantes: amaranto, vermelho ponceau 4R, eritrosina, azul indigotina e azul brilhante acarretam reações de hipersensibilidade.

Pesquisas tem indicado uma ligação entre o consumo de determinados corantes alimentares como: tartrazina, amaranto, vermelho ponceau 4R e eritrosina e o surgimento da hiperatividade em crianças. Crianças hiperativas apresentam hipercinesia, irritabilidade, impulsividade, déficit de atenção, consequentemente, dificuldade de aprendizagem e excesso de distração. Quando não corretamente assistidas, ficam propensas a desenvolverem distúrbios comportamentais, emocionais e sociais além de levarem o transtorno para a vida adulta.

Nesse sentido, ressalta-se que as crianças, principalmente os lactentes, exibem maior suscetibilidade às reações atribuladas provocadas pelos aditivos alimentares que os adultos. Isto ocorre devido à quantidade ingerida, em relação à massa corporal, ser maior na criança. Além disso, apresentam imaturidade fisiológica, não sendo capazes de metabolizar e nem excretar essas substâncias adequadamente.

Por: Fabrícia Souza Ferreira

Confira o artigo completo: http://periodicos.unincor.br/ADITIVOS ALIMENTARES E SUAS REAÇÕES ADVERSAS NO CONSUMO INFANTIL



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