Não é mais novidade que o consumo excessivo de sódio faz mal, essa informação é constantemente passada e repassada em todos os meios de comunicação. Mesmo assim, as doenças cardiovasculares (onde o consumo exagerado de sódio, juntamente com sedentarismo e obesidade são os principais fatores de risco), continuam sendo a primeira causa de mortes no mundo. A hipertensão arterial é a principal patologia provinda do excesso do sódio na alimentação. A VI Diretriz Brasileira de Hipertensão mostrou uma prevalência de mais 30% da população brasileira com hipertensão arterial nos últimos 20 anos, o que a torna um problema de saúde pública.
Uma das medidas primordiais para evitar ou controlar o
aparecimento dessas doenças é a educação nutricional. Adotar um estilo
alimentar mediterrâneo baseado no consumo de alimentos in natura (frutas, vegetais,
raízes, ricos em fibras, sem frituras, com gorduras de boa qualidade, ricos em cálcio,
potássio e magnésio) tem um grande impacto na redução da Pressão arterial. Reduzir
o consumo de sal e sódio é imprescindível. Sabemos que o sódio é importante
para a manutenção do ser humano (participa da função neuromuscular, produção de
saliva, lágrimas, suor, ajuda na regulação da temperatura do corpo, importante para
manutenção do volume extracelular, participa do equilíbrio ácido-base,...), mas
a necessidade nutricional de sódio é de 500 mg (1,2g de sal) e o consumo de
sódio saudável, defendido pela OMS é de até 2g (5g de sal), e população brasileira ingere, em
média, mais que o dobro do recomendado.
Uma forma de auxiliar na redução do consumo de sódio é
substituir o sal comum refinado pelo sal integral, por possuir, em sua
composição, menor teor de sódio e possuir outros elementos em sua composição
(magnésio, selênio, cálcio, fósforo, zinco, etc) não presentes no sal refinado.
Outra opção seria o sal de ervas (podendo ser feito em casa com o trituramento de ervas como orégano, salsinha, manjericão, alecrim, ou outros da preferência junto ao sal light), mas o consumo desses produtos também deve ser controlado.
Além disso, evitar o uso de temperos prontos, alimentos industrializados,
alimentos em conservas, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo e
excesso de bebidas alcoólicas são medidas que igualmente devem ser adotadas.
Por:
Fabrícia Souza Ferreira (fsf_nutri@hotmail.com)
REFERÊNCIA: VI Diretriz Brasileira de Hipertensão; Krause: Alimentos,
Nutrição e Dietoterapia, 13 edição (livro).





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